
No início do “caminho de advento”, a Palavra de Deus fala-nos da “vinda do Senhor” e dá-nos indicações para a prepararmos. Convida-nos a viver este tempo com alegria e esperança, porque a nossa libertação “está próxima”; e desafia-nos a caminharmos atentos e vigilantes, escutando Deus e dando atenção aos irmãos com quem nos cruzamos a cada passo.
Na primeira leitura, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da Aliança garante a Judá que não esqueceu as suas promessas; e que vai enviar um “rebento” da família de David para, através dele, concretizar esse mundo de justiça e de paz com que o Povo sonha. O Messias, o “rebento” de David, trará ao Povo de Deus justiça, harmonia, vida em abundância.
No Evangelho, Jesus fala aos discípulos do “dia do Senhor”, o dia em que o mundo velho, prisioneiro do egoísmo, da maldade e do pecado, vai cair, a fim de dar lugar a um mundo novo. Esse dia será, para os discípulos, o dia da libertação, o dia da alegria suprema. Enquanto esperam que esse dia chegue, devem manter-se fiéis e vigilantes, escutando Deus e os seus apelos, atentos às necessidades e sofrimentos dos outros homens e mulheres com quem caminham.
Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Tessalónica – e os cristãos de todos os lugares e épocas – a esperarem a vinda do Senhor sem se deixarem tentar pela mediocridade e pela acomodação. O amor fraterno, “uns para com os outros e para com todos”, será a marca distintiva dos discípulos que esperam com fidelidade a vinda de Jesus.
Sacerdotes do Coração de Jesus – Dehonianos – Portugal