
A Liturgia da Palavra deste domingo convida-nos a refletir sobre o lugar de Deus na nossa vida e sobre a forma como vivemos as nossas responsabilidades no mundo.
Na primeira leitura, o profeta Isaías recorda-nos que Deus é o Senhor da história e que a sua ação vai muito além daquilo que conseguimos compreender. Deus não está limitado às nossas ideias ou expectativas; continua a agir, muitas vezes por caminhos que não imaginamos.
São Paulo, na carta aos Tessalonicenses, dá graças pela fé, pelo amor e pela esperança daquela comunidade. São sinais de uma fé verdadeira, que não fica apenas nas palavras, mas se manifesta na maneira de viver e de estar com os outros.
No Evangelho, perguntam a Jesus se é permitido pagar o imposto a César. Jesus responde: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» Com esta resposta, não pretende separar a fé da vida quotidiana, mas ensinar-nos a reconhecer as nossas responsabilidades na sociedade sem esquecer aquilo que pertence a Deus.
Cumprir os nossos deveres como cidadãos é importante. Mas há algo que não podemos entregar a nenhum poder humano: a nossa consciência, a nossa dignidade e a fidelidade a Deus. Fomos criados à imagem de Deus e é a Ele que pertence o nosso coração.
Esta Palavra deixa-nos uma pergunta: dou a Deus apenas algum tempo e algumas palavras, ou entrego-Lhe verdadeiramente a minha vida, as minhas escolhas e a maneira como trato os outros?
Porque dar a Deus o que é de Deus significa viver com honestidade, justiça e amor, fazendo da nossa fé algo concreto em cada dia. Deus não quer apenas um lugar na nossa agenda; quer transformar o nosso coração e orientar toda a nossa vida.