A Liturgia da Palavra deste domingo apresenta-nos uma imagem muito bonita: Deus prepara um banquete e convida todos a participar. Isaías fala de um grande banquete oferecido por Deus a todos os povos. É a imagem de um Deus que não quer a solidão nem a tristeza do ser humano, mas deseja reunir-nos à sua mesa e oferecer-nos vida em abundância.

O Salmo reforça esta confiança: «O Senhor é meu pastor: nada me falta.» Mesmo nos momentos difíceis, Deus permanece connosco. Não significa que nunca teremos problemas, mas que nunca caminharemos sozinhos.

São Paulo dá-nos um testemunho muito concreto de confiança: aprendeu a viver na abundância e na pobreza, na alegria e na dificuldade, porque colocou a sua segurança em Cristo. Também nós somos convidados a não depender apenas das circunstâncias para encontrar paz.

No Evangelho, Jesus fala do banquete de casamento. O convite é feito, mas alguns recusam-no. Outros estão demasiado ocupados com os seus próprios interesses. Esta parábola faz-nos pensar: Deus continua a convidar-nos, mas será que temos tempo e disponibilidade para aceitar o Seu convite?

O problema nem sempre é rejeitarmos Deus abertamente. Às vezes, simplesmente enchemos tanto a nossa vida de coisas, preocupações e compromissos que já não deixamos espaço para Ele.

O Evangelho recorda-nos ainda que aceitar o convite implica uma mudança de vida. Não basta entrar no banquete; é preciso vestir o «traje» adequado, isto é, deixar que o encontro com Deus transforme o nosso coração e as nossas atitudes.

A pergunta deste domingo pode ser muito simples: tenho respondido ao convite de Deus ou tenho sempre alguma coisa mais importante para fazer?

Deus prepara a mesa e chama-nos. O convite é gratuito, mas a resposta exige de nós um coração disponível e uma vida capaz de corresponder ao amor que recebemos.

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