A Liturgia da Palavra deste domingo convida-nos a viver com sabedoria, a alimentar a esperança e a não deixar adormecer a nossa fé. A vida passa depressa e, muitas vezes, deixamo-nos ocupar por tantas coisas que acabamos por esquecer o que realmente importa.

Na primeira leitura, o livro da Sabedoria apresenta-nos a sabedoria como algo que devemos procurar com todo o coração. Ela não está longe de nós; deixa-se encontrar por aqueles que a procuram com sinceridade. Precisamos de aprender a distinguir o essencial daquilo que é passageiro.

São Paulo, na carta aos Tessalonicenses, fala-nos da morte com esperança. Para quem acredita em Cristo, a morte não é o fim, porque acreditamos que Deus nos chama à vida eterna. Esta certeza não elimina a saudade, mas ajuda-nos a viver com confiança.

No Evangelho, Jesus conta a parábola das dez virgens que esperavam a chegada do esposo. Todas tinham lâmpadas, mas nem todas levaram azeite suficiente. Quando o esposo chegou, algumas estavam preparadas, enquanto outras foram surpreendidas.

Também nós podemos ter a lâmpada da fé, participar nas celebrações e conhecer as palavras do Evangelho, mas será que temos o azeite necessário? Esse azeite representa a nossa relação com Deus, a oração, o amor, a fidelidade e as pequenas escolhas que fazemos todos os dias. A fé não se improvisa no último momento; alimenta-se diariamente.

Esta Palavra deixa-nos uma pergunta: se Jesus entrasse hoje na minha vida, encontraria a lâmpada acesa ou uma fé que fui deixando apagar?

Não podemos viver sempre a adiar o essencial, pensando que haverá um amanhã para rezar, perdoar, amar ou mudar. O momento de cuidar da nossa relação com Deus é hoje.

Estar preparado não significa viver com medo do fim, mas viver cada dia com o coração desperto, sabendo que a nossa vida tem um sentido e uma meta: o encontro com Cristo.

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