“Que hei-de fazer com Jesus, chamado o Cristo?”: esta é a questão que Pilatos coloca aos judeus de Jerusalém, depois de ter interrogado o Senhor. O Governador romano não imaginava que a sentença que lhe daria para sempre um lugar na história universal.

Ele já tinha percebido que se encontrava perante alguém que não era um delinquente ou sequer um revoltoso; mas já se tinha também apercebido de que não seria fácil satisfazer a multidão aglomerada à porta do Pretório. Por isso, não hesitou em perguntar aquela gente o que havia de fazer com Jesus. Era o modo mais fácil para se poder desculpar do que estava para fazer. “Crucifica-o”, foi a resposta unânime.

Ao longo destes dois mil anos, muitos foram os pensadores que procuraram descobrir de quem foi a culpa da morte de Jesus: se os judeus, se os romanos. Mas a questão não a devemos entender apenas como referida ao passado. Hoje, a questão coloca-se também: e tu? Que fazes tu com Jesus? Qual é o lugar que Ele tem na tua vida?

Uns dirão que é apenas um homem bom a quem mataram; outros que pouco interessa o que Ele disse, passados que foram 2 mil anos; outros dirão que é Salvador… Outros ainda (muitos) vão procurar não responder. Em vão, porque não responder já é uma resposta!

De verdade, que resposta dás, não apenas de palavras mas com a vida, acerca de Jesus?

Naquele tempo, a resposta à pergunta de Pilatos decidiu sobre a vida ou a morte do Senhor. Hoje, da resposta que deres àquela questão depende a tua vida.

+ Nuno, Bispo do Funchal

In Jornal da Madeira

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