“Como sei que sou cristã?” — esta foi a questão colocada por uma adolescente que se preparava para o crisma. É claro que ser cristão não é o mesmo que aderir a um clube de futebol ou a uma qualquer associação de bem-fazer, com um cartão de sócio que ateste essa qualidade.

Somos cristãos quando deixamos que o nosso dia-a-dia seja iluminado e guiado por Jesus Cristo, pela Sua Palavra. Mas como tenho a certeza de que, mesmo confrontando diariamente a minha vida com a Sagrada Escritura, não invento para mim um Cristo que não existe nem nunca existiu, um Cristo feito à minha medida, um reflexo da minha imaginação?

A comunidade dos discípulos que com Ele viveram e que partilharam da sua existência na Galileia e na Judeia, e que, depois de terem vivido a cruz, a morte e a sepultura do Senhor, O encontraram ressuscitado e vivo, e receberam o dom do Espírito, é a grande resposta. E esta comunidade tem um nome, dado pelo próprio Jesus: Igreja.

Sou cristão quando partilho a fé da Igreja: a fé que foi ensinada e transmitida pelos Apóstolos (e, assim, estamos unidos aos primeiros, às colunas da Igreja), e a fé que os cristãos de hoje vivem — os cristãos que vivem unidos ao sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa Francisco, e que, de um ponto ao outro da Terra partilham do mesmo modo de viver proposto por Jesus.

E, em tudo e sempre, a presença do Espírito Santo que hoje nos faz respirar com Jesus ressuscitado, e que, ao nosso coração, dá testemunho da verdade  e da realidade do Senhor, e que dá luz aos nossos passos.

+ Nuno, Bispo do Funchal

In Jornal da Madeira

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